segunda-feira, 9 de abril de 2012

Minhas Leituras


     Tenho lido tantos autores...
     Todos falam de mim, do mesmo sentimento de mundo, da smesmas dificuldades e angustias.  Mas isso não me basta, afinal de contas quem garante que todos os homens da face da terra não tenham a mesma impressão.
     Ler os grandes escritores tem me ajudado muito a reconhecer que não há nada que eu deva saber, senão que preciso apenas de esforço, paciência e determinação. Dispor de todo o tempo possível na busca da reflaxão e do pensamento.
     Os conselhos são muitos e sempre bem vindos a uma cronista iniciante, mas cada um deve seguir seu próprio caminho como melhor lhe parecer e certamente os métodos de criação de cada um devem variar ou não.
     Eu, de minha parte, preciso mesmo é me organizar e estabelecer uma rotina de trabalho que me possibilite algum isolamento para a criação.
     Aliado a isso há um volume infinito de autores novos. Para cada livro novo  uma lista de referências importantes e indispensáveis. Meu rol está crescendo dia-a-dia, muito embora eu venha mantendo um ritmo de leitura avassalador, com três livros por semana. Apesar disso a lista não para de crescer, razão porque já não sigo mais a ordem cronológica das indicações, mas a ordem de importância das obras, segundo minha curiosidade pelo autor.
     Já li demais sobre estética e estilística, etc...Nestas últimas semanas, porém, deixei de lado estes e suas regras para me dedicar ao que os escritores mesmos têm a me dizer.
Coclusão: Eles desprezam os estetas e estilistas. Também o que se percebe, do ponto de vista do escritor, é que os teóricos discutem  o produto final da obra, não se preocupam com a essência da obra, daquilo que faz um homem precisar tanto da palavra para ser feliz!
     Por isso, beber diretamente da fonte dos criadores tem me ensinado muito e me consolado um pouco dessa solidão literária, desse esvaziamento de experiências.
     Quero dizer com isso que os  criadores sabem  que a solidão na criação é inevitável e por isso cada obra é única, sabem disso e convivem bem. Mas não dá para aceitar a falta de solidariedade e comunicação.
     Fico pensando com quem poderia me comunicar hoje, trocar idéias. Com quem e onde eu poderia fazlar sobre o meu sentimento literário. Tem sido difícil  encontrar um parceiro para  trocar experiências. Primeiro porque tenho observado que aqueles que julgam "escrever bem", o que, todos nós sabemos, não se confunde com ser escritor, não convivem sem aquele ar de arrogância e prepotência. Não estão preocupados com a poesia, com o pensamento, apenas com o que estão derramando sobre as páginas brancas. É o estilo dos que usam expressões apressadas, fortes mas vazias  de lirismo, paixão e beleza.
     Para isso é preciso comtemplação.
     Contemplar o mundo não é tarefa fácil, nos traz muito sofrimento.  Não sei se de medo sobre o que seja a perda do Belo com a morte, nem se por consiência da nossa inutilidade  para o Belo, não se  porque descobrimos que também fizemos parte do Belo, mas já não estamos mais lá.
     Talvez um sentimento original e primitivo que, de tão anterior à palavra, por ela não pode ser percebido.  Está dentro do homem, como uma lembrança, uma impressão. A fala que criamos foi para o mundo, para a comunicação exterior. A outra não, é anterior à comunicação, de quando o homem era apenas ele e seus desejos, sonhos e medos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário